A apenas 40 minutos ao norte da ponte George Washington, entre os penhascos Palisades e o rio Hudson, fica Piermont, Nova York— uma vila que parece ter saído de um filme.
E, sinceramente? É como se fosse mesmo.
Ruas de paralelepípedos, lojas vintage e um píer que se estende por mais de um quilômetro no rio fazem com que pareça um refúgio na Nova Inglaterra — mas com um toque do Vale do Hudson que é totalmente único.
Piermont existe porque alguém pensou grande, muito grande.
Em 1839, Eleazar Lord, o primeiro presidente da NY & Erie Railroad, estendeu um píer por mais de um quilômetro no rio Hudson para que os barcos a vapor pudessem se conectar aos seus trens.
Um quilômetro e meio no rio, sim, parece loucura hoje em dia.
Andar por ele hoje, com o sol brilhando na água e a ponte Mario Cuomo resplandecente, ainda parece impossível — e totalmente mágico.

Histórica “Última Parada dos EUA”
Piermont é mais do que ruas bonitas e vistas do rio.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o cais serviu como ponto de partida final para quase 500.000 soldados que partiram para a Europa do vizinho Camp Shanks.
É por isso que os moradores locais ainda o chamam de “Última Parada dos EUA” e , todo Dia da Memória, as fogueiras iluminam o cais à meia-noite — um eco da história que impressiona bastante quando você está ali parado no silêncio.
Para os fãs da Guerra Revolucionária, a vila também tem sua parcela de história.
A Onderdonk House, uma casa de pedra de 1737, serviu como ponto de encontro entre George Washington e Sir Guy Carlton, comandante das forças britânicas em Nova York, antes de irem para a Dewitt House, na vizinha Tappan, NY, para negociar a retirada das forças britânicas da cidade de Nova York.
Perto dali, a ponte levadiça Sparkill Creek— movida manualmente, de metal, construída em 1880 — ainda se abre para barcos e agora funciona como uma trilha peculiar para pedestres no Tallman Mountain State Park.
E a Piermont Train Station, restaurada em 1883, é um museu situado bem no centro da vila, que já foi movimentada com 40 trens por dia.

Caminhe, coma, beba e repita
A Piermont Avenue é pequena, mas poderosa, e há muitos cafés independentes, bares de vinho e locais para brunch à beira do rio que se alinham na rua e merecem uma visita.
O Cornetta’s serve frutos do mar frescos que parecem ter saído diretamente do Hudson, e o Sidewalk Bistro oferece brunch com vista para o rio.
O Flywheel Park, ancorado por uma relíquia enferrujada da antiga Piermont Paper Mill, é uma peça central estranhamente bonita, cercada por espaços de arte e restaurantes da moda.
E sim, Hollywood até percebeu isso.
Cenas de A Rosa Púrpura do Cairo, Stepmom e The Half of It, da Netflix, foram filmadas aqui, e é fácil entender por quê.
As ruas parecem congeladas no tempo, o cais parece cinematográfico ao pôr do sol e as silhuetas vintage da cidade fazem com que até mesmo um passeio casual pareça um set de filmagem.

Natureza que parece secreta
Você não vai encontrar as multidões de Bear Mountain aqui.
O Tallman Mountain State Park se ergue acima da vila, oferecendo trilhas para caminhadas com vistas deslumbrantes do Hudson que rivalizam com algumas das melhores do estado.
Os observadores de pássaros podem dar uma olhada no Piermont Marsh, um pântano de maré que se estende por mais de 1.000 acres e parece algo saído da região costeira da Carolina do Sul.
Para um ritmo mais tranquilo, siga pela Old Erie Path, uma antiga trilha ferroviária agora perfeita para andar de bicicleta, caminhar ou simplesmente curtir a vibe à beira do rio.
Caiaques, pranchas de stand up paddle e pequenos barcos partem das marinas locais, permitindo que você explore as águas no seu próprio ritmo.
A menos de uma hora de Nova York, é o refúgio secreto perfeito e um daqueles lugares que fazem você se perguntar por que todo mundo ainda não o descobriu.