A cidade de Nova York está se preparando para um verão repleto de futebol, com a Copa do Mundo da FIFA 2026 chegando à América do Norte e os jogos sendo disputados do outro lado do rio Hudson, no MetLife Stadium.
Embora os cinco distritos não sediem partidas, a cidade sem dúvida servirá como um centro global para torcedores, mídia e times, transformando-se na capital dos fãs durante o torneio, que rola de junho a julho.
Com o pontapé inicial se aproximando rapidamente e junho parecendo cada vez mais próximo (ok, talvez isso seja apenas um desejo devido às temperaturas recentes), as autoridades municipais já estão se preparando para a chegada dos torcedores, festas para assistir aos jogos, festivais de torcedores e a energia que os jogos vão trazer.
O prefeito Zohran Mamdani até nomeou uma “czarina da Copa do Mundo” dedicada, a ex-gerente de campanha Maya Handa, conforme declarado em um comunicado à imprensa de 27 de janeiro de 2026. Handa vai coordenar a logística, a segurança pública e as operações em toda a cidade, basicamente gerenciando a estratégia fora de campo de Nova York para o espetáculo de um mês.

Esses preparativos também levantam a questão comum do transporte.
Como qualquer torcedor experiente sabe, um torneio dessa magnitude é mais do que o que acontece no último terço. Trata-se de infraestrutura, mobilidade e garantir que os torcedores possam se deslocar facilmente de um bairro a outro.
De acordo com uma fonte do New York Daily News, o prefeito Mamdani está propondo um programa piloto de ônibus gratuito em toda a cidade durante o torneio,com duração de cinco semanas, que eliminaria as tarifas em todos os ônibus locais operados pela MTA nos cinco bairros. O custo estimado do programa seria de US$ 100 milhões.
A esperança do plano seria aliviar o congestionamento, melhorar a acessibilidade e garantir que tanto os nova-iorquinos quanto os torcedores visitantes possam se locomover pela cidade com eficiência, seja indo a um bar de torcedores em Astoria, a uma festa para assistir ao jogo no Brooklyn ou fazendo conexão com o NJ Transit para a viagem ao MetLife Stadium.

O plano enfrenta alguns obstáculos. A MTA se opõe à eliminação das tarifas, observando que a receita dos ônibus financia um orçamento operacional anual de US$ 21 milhões. Mamdani também está explorando o apoio do estado, tendo discutido a inclusão do piloto no orçamento de 2026 com a governadora Kathy Hochul. A pressão por ônibus gratuitos vem junto com outras prioridades da prefeitura, incluindo o financiamento estadual de Hochul para creches universais.
Seja qual for o futuro do piloto, o plano destaca um objetivo maior: tornar Nova York mais acessível, conectada e pronta para os holofotes globais. Com a aproximação da Copa do Mundo, todos os olhos estarão voltados para a cidade — não apenas pelo esporte, mas também pela forma como ela se move.