Às vésperas da vida adulta, uma grande decisão financeira se aproxima: escolher um cursona faculdade — especialmente em um lugar caro e cheio de oportunidades como Nova York. À medida que as mensalidades sobem e o mercado de trabalho muda rapidamente, estudantes e famílias estão fazendo uma pergunta simples: quais cursos realmente valem a pena?
De finanças e engenharia a saúde e tecnologia, algumas áreas oferecem consistentemente salários mais altos logo após a formatura e ao longo do tempo. Mas o curso em si não determina o salário —a demanda do setor, a localização e a economia única de Nova York também influenciam.
É claro que um diploma é mais do que apenas um salário. Mesmo assim, os dados comprovam que ele é significativo. Uma análise recente do The Advance/SILive.com, utilizando dados do Censo dos EUA de 2024, revela uma diferença impressionante entre as áreas com os salários mais baixos e os mais altos para residentes de Nova York com idades entre 25 e 64 anos.
A Referência Média
Em 2024, a renda média dos nova-iorquinos com diploma de bacharelado era de US$ 85.832, de acordo com o Census Bureau.
Mas esse número é apenas um ponto médio— o que você estuda faz uma grande diferença. Artes e educação continuam essenciais, mas STEM e outras áreas técnicas continuam liderando o ranking quando se trata de remuneração.
STEM e Administração: O Clube dos Seis Dígitos
No topo da lista estão as áreas que impulsionam os setores de infraestrutura, tecnologia e financeiro de Nova York.
A engenharia ocupa o primeiro lugar, com um salário médio de US$ 107.046— quase US$ 40.000 a mais do que a área de formação com a pior classificação.
Logo atrás vêm Informática, Matemática e Estatística (US$ 103.476) e Ciências Sociais (US$ 96.912).
A alta classificação das Ciências Sociais pode surpreender alguns, mas em Nova York, essa área costuma levar a carreiras lucrativas em direito, planejamento urbano e consultoria política de alto nível.
Os Rankings

A lacuna entre criatividade e serviços
No outro extremo do espectro, Artes Visuais e Cênicas ocupam a 15ª posição, com um salário médio de US$ 66.492. Mesmo na cidade de Nova York — uma capitalglobal das artes—, a concorrência acirrada e a natureza freelance do trabalho muitas vezes resultam em rendimentos típicos mais baixos do que em áreas mais técnicas.
Educação (US$ 74.893) e Psicologia (US$ 76.491) também ficam no terço inferior. É uma tensão conhecida: algumas das carreiras mais essenciais para o tecido social do estado — ensino, aconselhamento e saúde mental— continuam ficando para trás em relação às funções corporativas e técnicas quando se trata de remuneração.
Mais do que apenas um curso
A conclusão é simples: o teu curso é um dos indicadores mais fortes do potencial de ganhos, mas não é o único fator.
Em Nova York, onde os setores se concentram e as redes de contatos são importantes, sua trajetória também depende de onde você trabalha, de quem você conhece e de como você aproveita as oportunidades ao seu redor.
E, no fim das contas, esses números são apenas um guia— não um veredicto. A tua área de formação pode moldar o teu caminho, mas não define o teu futuro.
O que importa tanto quanto isso é a curiosidade, o esforço e como você se apresenta ao mundo. Seja qual for a direção que você escolher, há espaço para construir uma carreirasignificativa e gratificante — e continuar crescendo muito além do seu primeiro emprego.