Mais de 135,4 milhões de telespectadores assistiram ao show do Bad Bunny no intervalo do Super Bowl ontem à noite, tornando-o oficialmente a apresentação mais assistida da história – e nós, nova-iorquinos, vimos uma homenagem rápida a uma instituição querida do Brooklyn.
Enquanto Bad Bunny se movia em sua vibrante apresentação, ele parou em uma réplica do lendário Caribbean Social Club de Williamsburg, onde Maria Antonia Cay — mais conhecida como Toñita — serviu a Benito uma dose comemorativa. A participação especial deixou os fãs de Nova York em frenesi. Mais tarde, o bar comemorou o momento no Instagram, pedindo aos seguidores que compartilhassem suas reações ao ver Toñita no maior palco do mundo.
Para muitos latinos em Nova York, a aparição não foi apenas uma surpresa divertida – foi um destaque global para um dos últimos clubes sociais porto-riquenhos sobreviventes da cidade.
O Caribbean Social Club resiste à remoção por incorporadoras desde 1974 e continua sendo uma rara âncora cultural em Southside Williamsburg, historicamente conhecido como “Los Sures” por suas profundas raízes porto-riquenhas.
Por dentro, o espaço minúsculo e colorido parece congelado no tempo: bandeiras porto-riquenhas revestem as paredes, salsa toca alto nos alto-falantes, dominós batem nas mesas e vizinhos se reúnem em torno de pratos de arroz com gandules e Medallas de US$ 3. A comida é frequentemente compartilhada gratuitamente. A conversa flui ainda mais livremente.

O que é o Caribbean Social Club?
Maria Antonia Cay abriu o clube na década de 1970 como um ponto de encontro exclusivo para membros de um time de beisebol do bairro. Em 2000, ela conseguiu uma licença para vender bebidas alcoólicas e transformou o local em um centro comunitário aberto a todos. Toñita ainda cozinha pratos porto-riquenhos no andar de cima de seu apartamento, servindo os hóspedes como se fossem familiares, em vez de clientes.
O clube se tornou discretamente um local de peregrinação para artistas e ícones culturais. Madonna, J Balvin, Nicky Jam e o próprio Bad Bunny já visitaram o local ao longo dos anos – e, em 2022, Bad Bunny comemorou o lançamento de Un Verano Sin Ti dentro de suas paredes.
Apesar das ofertas multimilionárias de incorporadoras, Toñita se recusou repetidamente a vender. Como ela disse ao The New York Times:
Vou ficar aqui com meu pessoal enquanto puder. Não é pra ganhar dinheiro ou fazer fortuna. É pra manter um espaço pra todos nós ficarmos juntos.
Por que clubes sociais como o de Toñita são importantes
Os clubes sociais já foram uma tábua de salvação para os imigrantes latinos que chegaram a Nova York no início do século XX. Eles ofereciam ajuda mútua, conexões de emprego, apoio linguístico e um lugar para preservar a cultura longe de casa. Embora muitos tenham desaparecido com a gentrificação dos bairros, o Toñita’s permanece como um arquivo vivo da cultura porto-riquenha e latina de Nova York.
“É quase como uma peregrinação”, disse Djali Brown-Cepeda, do projeto de arquivo NuevaYorkinos, à NPR. “Todos encontram um lar no Toñita’s.”
As gerações mais jovens agora levam adiante esse legado, transformando o espaço em uma ponte entre o passado e o presente – os mais velhos compartilhando histórias, os recém-chegados construindo uma comunidade e os artistas encontrando inspiração em uma sala que guarda cinco décadas de história.
Onde você pode visitar o Caribbean Social Club?
- 📍 244 Grand St, Brooklyn
- ⏰ Quinta-feira (15h – 1h), sexta-feira (15h – 3h), sábado (15h – 3h), domingo (15h – 1h)
Para os frequentadores assíduos, o Toñita’s não é apenas um bar. É um lar longe de casa – e depois da homenagem de Bad Bunny no intervalo, o resto do mundo teve um vislumbre do que é esse lugar.